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Como criar uma tracklist para um mix de DJ

Uma tracklist útil reúne o nome de cada música e seu início. Obtenha os tempos do histórico do set ou de marcadores nomeados no DAW e revise a lista final.

Há dois caminhos para chegar a essa lista, e qual deles serve para você depende inteiramente de como o mix foi feito.

Solte aqui seu arquivo de projeto ou sessão

Ableton .als, FL Studio .flp, rekordbox .cue, Traktor .nml ou Serato .session.

Seu arquivo é lido nesta aba. Nada é enviado para lugar nenhum.

Sem o arquivo por perto?

Passe um mix de verdade e veja exatamente o que sai. Uma gravação de doze faixas com uma hora e quinze de duração.

Ou um exemplo de:

Está no celular?

Seu arquivo de projeto provavelmente está em outro computador. Mande o link para você mesmo e continue de lá.

O que você recebe

Uma lista pronta para colar numa descrição do YouTube, SoundCloud ou Mixcloud.

0:00 Kestrel Lane - First Light
6:12 Ardent Fields - Paper Harbour
13:15 Nomi Vale - Slow Transit
19:48 The Quiet Wire - Understory

O caminho lento, para constar

No método manual, você dá play no seu próprio mix, pausa em cada transição, anota o tempo que aparece no transporte e digita esse tempo ao lado da faixa. Para um set de noventa minutos com vinte faixas, isso rende uma noite genuinamente desagradável, e um erro perto do início não desloca nenhum dos outros tempos — você tem que acertar vinte vezes, uma a uma.

Vale descrever esse caminho só porque é o que a maioria das pessoas faz, e porque tudo o que vem a seguir existe para evitá-lo.

Se você tocou o mix ao vivo

O rekordbox, o Traktor e o Serato registram o que foi tocado e quando, sem ninguém pedir. O rekordbox grava uma cue sheet ao lado de cada gravação; o Traktor mantém uma playlist do History para cada sessão; o Serato salva a sessão no próprio History.

Qualquer um desses arquivos já é uma tracklist com marcações de tempo. Nada foi marcado durante o set, nada precisou de planejamento, e os tempos vêm do que realmente aconteceu, não da lembrança de alguém. É de longe o caminho mais fácil, e não exige DAW nenhuma.

Se você montou o mix numa DAW

No Ableton Live ou no FL Studio, o equivalente é um marcador em cada transição, com o nome da faixa. Esses marcadores você já coloca para se localizar num arranjo longo, então o único trabalho a mais é dar nome a eles direito — e isso acontece enquanto você monta o mix, quando você sabe exatamente qual é a faixa.

O arquivo de projeto passa então a guardar tanto a posição quanto o nome de cada transição — que é tudo o que uma tracklist exige.

Acertar o formato para onde a lista vai

O YouTube é o exigente: os capítulos só aparecem se a primeira entrada começar em 0:00, se houver pelo menos três e se nenhum deles for mais curto do que dez segundos. Descumpra qualquer uma dessas regras e a lista continua como texto comum, sem aviso nenhum.

O SoundCloud e o Mixcloud são mais tolerantes e aceitam na descrição uma lista simples de hora e título. O Mixcloud ainda tem um campo próprio de tracklist, que faz diferença na forma como o mix é creditado.

Para uma edição de vídeo, e não para a caixa de descrição, tempos com décimos ou milissegundos são mais úteis do que segundos inteiros, e uma exportação em CSV ou JSON evita que o programa que for ler a lista tenha de interpretar um horário escrito como texto.

Perguntas

Preciso mesmo marcar os tempos de um mix?
Nada obriga você a isso, mas quem quiser uma faixa específica dentro de uma hora de áudio não tem outro jeito de encontrá-la. São também as marcações de tempo que permitem compartilhar um momento específico, e é assim que os mixes costumam circular.
Qual é a forma mais rápida de fazer isso?
Se você tocou o set ao vivo pelo rekordbox, pelo Traktor ou pelo Serato, o registro já existe e não há marcador nenhum para colocar — esse caminho leva mais ou menos um minuto. Se você montou o mix numa DAW, dar nome aos marcadores enquanto você trabalha não custa nada na hora e poupa o serviço inteiro depois.
Dá para conseguir a tracklist de um mix que não é meu?
Com esta ferramenta, não. Ela lê um arquivo do programa em que o mix foi feito ou tocado, então funciona para quem tem esse arquivo. Identificar faixas só pelo áudio é outro problema, e para isso é preciso um aplicativo de reconhecimento de áudio.

Existe também um tutorial completo que cobre os cinco programas e o que fazer quando as marcações parecem erradas.